Tag: Assistência Social

  • Bolsa Família: Investimentos Superam R$ 10 Bilhões em Benefícios para Crianças e Gestantes

    Bolsa Família: Investimentos Superam R$ 10 Bilhões em Benefícios para Crianças e Gestantes

    Programa do Governo Federal foca no apoio a famílias, com destaque para a primeira infância

    Desde o relançamento do programa Bolsa Família em março de 2023, o Governo Federal já investiu mais de R$ 10 bilhões em benefícios voltados para crianças, adolescentes e gestantes. Este investimento robusto reflete uma nova abordagem do governo, que prioriza o suporte a famílias em situação de vulnerabilidade social, especialmente na primeira infância, que abrange crianças de zero a seis anos.

    Dos R$ 10 bilhões alocados, cerca de R$ 7,94 bilhões foram direcionados a crianças na faixa etária de zero a seis anos, demonstrando a importância que o governo atribui a essa fase crucial do desenvolvimento humano. Para as crianças e adolescentes de sete a 18 anos, o total de repasses foi de R$ 2,07 bilhões, enquanto gestantes receberam R$ 127 milhões.

    Esse investimento ocorre em um contexto em que o Dia da Infância foi comemorado em 24 de agosto, destacando a relevância do programa na promoção do bem-estar familiar. Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, enfatizou que “a primeira infância é uma fase fundamental na vida de qualquer ser humano”, ressaltando o compromisso do governo em fortalecer esse segmento da população.

    Em agosto, 9,24 milhões de crianças de até seis anos foram atendidas, com um investimento total de R$ 1,3 bilhão. Para a faixa etária de sete a 18 anos, 15 milhões de jovens receberam R$ 683 milhões. Além disso, mais de 843 mil gestantes foram beneficiadas, totalizando um aporte de R$ 40 milhões. Apenas entre julho e agosto, o programa incluiu 110.657 crianças de zero a seis anos, cada uma recebendo um adicional de R$ 150. Contudo, famílias que se enquadram na Regra de Proteção, devido à elevação da renda, recebem metade do benefício.

    Um exemplo das mudanças trazidas pelo programa é a história de Cassilene Santos Rocha, uma mãe solo de quatro filhos que reside na Cidade Estrutural, no Distrito Federal. Com a ajuda do Bolsa Família, ela consegue garantir o sustento da família. “O Bolsa Família é um achado, me ajuda muito. Faço o que posso para não deixar faltar”, relata Cassilene, que utiliza os R$ 250 adicionais para comprar medicamentos e alimentos.

    O compromisso do governo com a primeira infância foi uma promessa de campanha do presidente Lula. Antes de assumir, o governo de transição assegurou recursos pela PEC 32/2022, garantindo que cada família beneficiária recebesse um mínimo de R$ 600. O adicional de R$ 150 foi implementado com o relançamento do programa em março, seguido pela inclusão de R$ 50 extras em junho para gestantes, crianças e adolescentes.

    Além do suporte financeiro, o Bolsa Família também enfatiza a importância da saúde e educação das crianças. Os responsáveis precisam acompanhar o calendário vacinal e garantir a matrícula escolar das crianças. Essas são algumas das condicionalidades do programa, que visam reforçar o acesso a direitos sociais básicos e identificar vulnerabilidades.

    Outra inovação foi a integração do programa Criança Feliz ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), agora denominado Programa Primeira Infância no SUAS. Esse programa realiza visitas domiciliares para acompanhar o desenvolvimento infantil, identificando vulnerabilidades e promovendo o acesso a serviços públicos essenciais. A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) aprovou uma resolução que prioriza essas visitas, que são fundamentais para o desenvolvimento adequado das crianças.

    Com a presença do Programa Criança Feliz em 3.014 municípios e mais de 25 mil profissionais envolvidos, o governo já realizou 88 milhões de visitas domiciliares desde 2017, beneficiando 1,5 milhão de crianças e 400 mil gestantes. O objetivo é que as crianças em situação de vulnerabilidade alcancem um desenvolvimento semelhante ao de seus pares que não vivem em pobreza.

    Assim, por meio de um apoio financeiro robusto e um acompanhamento próximo das famílias, o Bolsa Família busca não apenas aliviar a pobreza, mas também garantir um futuro melhor para as crianças brasileiras.

  • Programa Cisternas no Semiárido: Impactos Positivos na Saúde Infantil

    Programa Cisternas no Semiárido: Impactos Positivos na Saúde Infantil

    Estudo da FGV revela benefícios da captação de água para gestantes e recém-nascidos na região semiárida do Brasil

    A pesquisa realizada pela Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP) revelou que o Programa Cisternas, que visa a captação e armazenamento de água da chuva, tem um impacto significativo na saúde de recém-nascidos no Semiárido brasileiro. O estudo, intitulado ‘Políticas de adaptação climática e saúde infantil: Evidências de uma política hídrica no Brasil’, destaca que gestantes beneficiadas pelo programa apresentam maiores chances de ter bebês mais saudáveis. Daniel da Mata, coordenador da pesquisa, elucidou que a cada semana em que as gestantes têm acesso a esse recurso, o peso do bebê aumenta em média 2 gramas. Esse dado é crucial, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como ‘baixo peso’ os bebês que nascem com menos de 2.500 gramas, o que está associado a riscos de saúde significativos.

    Camile Sahb, diretora de Promoção da Inclusão Produtiva Rural e Acesso à Água do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), enfatizou a relevância do Programa Cisternas, que não só contribui para a redução da mortalidade infantil, mas também melhora a segurança alimentar e a qualidade de vida das comunidades do Semiárido. “Esse estudo reforça a importância das tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva para a dignidade das pessoas da região”, afirmou.

    Para 2023, o MDS anunciou um edital público com investimento de R$ 400 milhões para a construção de cisternas em dez estados do Brasil, incluindo os nove da Região Nordeste e Minas Gerais. O projeto prevê a implementação de 47.550 cisternas de consumo e 3.940 cisternas voltadas para a produção de alimentos.

    A pesquisa de Daniel da Mata se baseou em dados coletados entre 2011 e 2017, envolvendo cinco mil gestantes que receberam as cisternas. Ao comparar gestantes que tiveram acesso ao programa desde o início da gravidez com aquelas que foram beneficiadas apenas nas últimas semanas, ficou evidente que o aumento no acesso às cisternas está correlacionado com o aumento do peso ao nascer. Essa constatação é surpreendente, especialmente considerando que as gestantes não são o público-alvo inicial do programa, que prioriza crianças e idosos.

    O pesquisador sugere que os resultados desta pesquisa possam fundamentar uma expansão do público prioritário do Programa Cisternas, uma vez que os custos de implementação são relativamente baixos em comparação aos benefícios significativos para a saúde infantil. Ele também ressalta a importância de avaliar a eficácia das políticas públicas, especialmente aquelas direcionadas a populações vulneráveis, utilizando metodologias similares em outras iniciativas governamentais.

    Além disso, a pesquisa foi reconhecida pela Comissão de Pesquisa e Inovação da FGV, sendo uma das 17 destacadas em 2023 e será premiada durante o VII Simpósio de Pesquisa da Fundação Getulio Vargas, entre os dias 12 e 14 de setembro, no Rio de Janeiro. Os dados da pesquisa não apenas reforçam a importância do Programa Cisternas, mas também ressaltam a necessidade de políticas que atendam às demandas específicas das comunidades do Semiárido, garantindo assim um futuro mais saudável para as próximas gerações.